As horas, sempre as horas. sexta-feira, nov 13 2009 

O fato de você conseguir fazer determinada coisa, ou, mais especificamente, deixar de fazer certa coisa por algum tempo significa o quê? Não significa que você pode simplesmente parar de fazê-la para todo o sempre. Nem mesmo que você conseguiria ficar o mesmo tempo novamente. Significa apenas que você fez isso. Na minha opinião, o programa dos 12 passos tem muitas, tantas qualidades que não consigo pensar em qualquer delas como fundamental. Parece-me um sistema tão bem amarrado, tal qual uma rede, que não consigo pensar em qualquer dos 12 passos como o pilar do programa. Continuo depois.

No, we can’t. segunda-feira, nov 9 2009 

NO_WE_CANTQue tipo de mudança você quer? Eu quero tantas que pensar que são impossíveis não é absurdo. Tenha fé, trabalhe duro, não desista. A cada momento se refazendo, se redescobrindo. Ou melhor: construindo-se, descobrindo-se. Sempre um processo. A vida como uma parábola? Seguiríamos nesse processo de autoconhecimento até que, no topo da parábola, continuariamos com o autoconhecimento na mesma direção, mas nós mudaríamos tal direção. Seria interessante, mas prefiro pensar que, se há essa parábola, o topo é quase um desespero, por se perceber rígido, irrevogável, burro.  A mim dêem a rocha, o imutável, o verdadeiro.

segunda-feira, nov 9 2009 

Olhe pra você: o que está fazendo consigo mesmo? O que você consegue fazer? Realiza todos os seus sonhos e desejos, mesmo os mais absurdos, mesmo aqueles dos quais tem certeza que vai se arrepender depois? E isso te leva a dois clichês opostos: o primeiro é o que diz “o importante é viver, só se arrependa do que não fez”, o que faz um sentido enorme já que você pode nunca mais ter as possibilidades que você tem hoje, principalmente se você já está em uma fase da vida em que a única esperança é de uma degeneração mais lenta. O outro clichê é o que diz “você pode se arrepender disso amanhã”, o que também é bem coerente. No fim, tudo depende da visão de mundo que você tem: otimismo, pessimismo, juízo final, niilismo etc.

Todo “ismo” é uma teoria que pretende abarcar todas as possibilidades, mas falha. Não existe teoria perfeita, do contrário não surgiriam novas. Eu sou uma pessoa de sorte? Parece que sim. Se o Destino me aguarda na esquina com uma lista das burrices praticadas por mim, ansioso por me fazer sofrer novamente por elas… não sei, acho improvável.

Passar o tempo, passar pelo tempo… segunda-feira, nov 9 2009 

Sento em frente ao computador para escrever, mas nada vem. Nada real, nada com o qual eu possa fazer analogias chamando de concreto, palpável. A matéria da qual a minha mente é feita é nuvem. Pego uma cerveja, acendo um cigarro e coloco uma música de que gosto. Começo a escrever sobre o que deveria ser o vazio, se fosse sincero.

É sempre bom lembrar
Que um copo vazio
Está cheio de ar.
Que o ar no copo ocupa o lugar do vinho,
Que o vinho busca ocupar o lugar da dor.
Que a dor ocupa metade da verdade,
A verdadeira natureza interior.

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A trégua quinta-feira, nov 5 2009 

Ah, ninguém entende. A sua incontornável tendência para a autocomiseração ou desespero dão lugar a uma ternura, a uma realização transcedental, a algo de mágico. Não foi o álcool, não foi a droga, não foi o dinheiro. Foi um encontro entre o possível e o ideal. (mais…)

A filosofia e os outros domingo, nov 1 2009 

É bem comum algum entusiasta da filosofia soltar a frase

quando você começa a estudar filosofia você começa a pensar…

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Vício e virtude… domingo, nov 1 2009 

‘A virtude é difícil de se manifestar, precisa de alguém para orientá-la e dirigi-la. Mas os vícios são aprendidos sem mestre…’

Séneca